segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Tolices





Um desinteressante encantador
Dispensável,e belamente despercebido.
Como se eu me importasse com as coisas,
Com alguém,ou comigo.

Sou o homem que toda mulher gostaria de ter.
Mas toda mulher que quer,
Não consegue ser mais presente que minha solidão,
Ou não compreendeu o óbvio.

Se Deus ainda não me levou,
É porque ele não vai agüentar ouvir,
Minhas amarguras de amor.

Meus planos para o futuro é...
Bem,quem se importa?
Os eventos,os show,sempre estarão cheios,
Eu não estarei neles,
E minha ausência não será sentida falta.

Ou vai dizer que você se lembra de mim?

Tolice,
Deixa eu tomar meu copo de uísque,
Tocar minha boemia,
E quem sabe,
No meu mais desejado coma alcoólico,
Eu vá acreditar,
Que você se lembra ou se importa comigo.

Curta seus amigos,farras,e diversão.
O meu tempo aqui,resume-se a minha fiel companheira:
Minha solidão.


sábado, 6 de agosto de 2011

Eu voltei




Aos braços da boemia.
Uma roda de samba,
Uma cerveja,conhaque,
Uísque e muita nostalgia.

E nesse bar me sinto em casa,
Longe de mulheres que eu tive,
E que não as tenho mais.
E dos muitos amores falsos.

Estou longe de festas,
Badalação,
E tenho como companhia,
Meu violão,
Minha bebida,
Um bar qualquer,
E muitas lágrimas.

Não me tirem da solidão.
Não pretendo sair,
Se o fundo do poço é esse,
Acho  ótimo.
Aqui toca Nelson Gonçalves,
Bebida farta,
E outros bêbados a chorarem dores fartas de desamor,
Junto comigo,meu violão,meu copo,e minha nostalgia.

Sou desinteressante,
E assim quero ser,
Casei com a solidão,
E quando amanhecer o dia,
Tropeçando caminharei,
E dormirei
Em algum lugar.

domingo, 10 de julho de 2011

Ferrugens e diamantes

Eu sempre estive lá,
Com meus diamantes a te dar,
Comprados à prestação,
Em música ou em poesia,
E sem tanto dinheiro a pagar.


Lutei pelos seus estudos,
Te ensinei como não se deve fazer,
Comprei,com os mesmos diamantes,
Um briga com sua família,
Que tanto te aborrecia e a mim nada atingia.


Os diamantes que te dei,
Tinha minha dedicação,
Preocupação com seu futuro.
Tinha também uma outra família,
A minha,
Que te acolheu,
Com febre,ou dor,
Com caprichos,elogios,cortesia.
Isso seria algo contrário a amar?


Eu sei,
Um sentimento eu te dei,
Repleto de falhas.
Mas com um preço e um cuidado,
Iguais aos diamantes que te ofereci.


Então,eu obtive...
Ferrugem.


Ferrugem de julgamentos,incompreensão,
Uma muda canção,
Sem poesias,sem versos,
E um possível mentiroso na contramão.


As mesmas ferrugens,
Obtive de outra família,
A sua,
E o apoio nos meus momentos difíceis,
Às vezes foram tão rasos,
Quanto uma camada fina de...ferrugem.


As suas ferrugens,
Para mim,
Tem o mesmo valor que os diamantes que tu ganhaste.


Sei do seu sentimento sincero,mas imaturo,
E refletindo mágoas no meu coração oxidado.


Suas ferrugens,
São importantes na minha vida.
E os diamantes,
Pagarei,
Em silêncio.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Apenas uma ajuda de amor






Um homem de tantas declarações,
Tantos “eu te amos”
E que já protegeu tanta gente.
Um homem que já defendeu várias donzelas.
Contra  duras famílias
Contra todos,
Contra a tirania.
Que lutou pra ver uma mulher melhor na vida,
Que estudasse mais,
Que buscasse sempre  o melhor para si.

Ah...
Um homem com muitos defeitos,sim.
Mas cada mulher,menina,adolescente,
Pode dizer falando da mente,
Que teve seu idealizador,
Seu salvador,
Seu guia,
Ou apenas alguém que se importasse de verdade.

Umas reconhecem,
Outras não reconhecem,
Talvez porque o seu salvador,
Resolveu partir.

Calma donzelas,
A culpa não foi de vocês,
Mas esse salvador que vos fala,
Agora precisa ser salvado.

Preciso que alguém pegue na minha mão,
Que me socorra,
Que seja muito mais do que uma mulher,menina ou adolescente.

Que escreva,que fale, que leia,amor.
Compreenda-me,lute comigo.
Seja minha heroína,
Sendo minha droga que vicia,
Ou como diz Cazuza,
Seja meu pão e minha comida.

Seja minha mulher maravilha,
Salve a minha pátria,
Traga a cura,
Eu ainda tenho,
E meu melhor,
Será eternamente da minha salvadora.

À muito tempo,entrei em mares desconhecidos,
Ondas turbulentas,
Minha prancha já não agüenta,
E a cada dia me afogo mais,
Em desilusões criadas por um mártir que cansou,
De salvar moças da dor.
Seja minha Rifocina,
Cure minhas feridas,
Por mais que arda,
Mas quero arder,
Junto com você.

Faça diferente de tudo.
Descubra o amor em mim,com o tempo,
Faça um filho e me dê outra vida,
Se isso for preciso.

Já ouvi frases do tipo:
“Você me protege”.
Então seja o vento que me toca,
A água que me molha e
Proteja-me,
Por toda uma eternidade.

Você consegue?

domingo, 19 de junho de 2011

Por onde andam as rimas?










Em que lugar se encontra minha inspiração?
O que houve com meu sonhos em versos?
Por quê minhas palavras não fluem?


Eclipse,blecaute,amnésia,
Autismo,Sonolência,cefaléia.


Procurei por todos esses dias,
Respostas,
Escolas literárias,
Olhos multicoloridos.


Não sei,
Um dia falarei,
A lua aparecerá cheia,
Minha memória trará a coragem que preciso,
Vou ver o mundo,
Vou provar pra todo mundo,


Que tenho dentro de mim,
Algo que não é imundo.


E neste momento,
Sigo na minha outra dimensão,
Um sub-mundo por criação de minha autoria,
Sem fantasias,regalias e alegorias.


O carnaval virou uma orquestra sinfônica.
O barulho de pandeiros,virou o som de uma flauta,
E meu coração foi programado,
Pra seguir no piloto-automático.