sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Normal



Eu sempre espero o momento,
De ser engolido,
Por alguém desse tempo,
Desse tempo perdido.

Durante alguns minutos eu brigo,
Em algumas horas eu choro,
E no resto dos dias,
Eu silencio.

E nesse casulo,
Tão forte quanto uma rocha,
Concordo com tudo,
E finjo um lindo conformismo.

Algumas pessoas,
Coitadas,
Tentam entender o trovador,
Mas não entendem.

E muitas vezes,
Cortam este poeta ao meio,
Com uma espada,
Da dinastia Ming.

O segredo
É Viver,
Aproveitar os segundos de compreensão,
E tentar acreditar em momentos de cumplicidade.

Eu crio muitas expectativas,
No dom da solidão,
Que me entende,
E me cativa.

Então,
Ansiosamente, esperar um tsunami,
Pra surfar pela última vez,
De novo.





quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Psicologicamente afetado.


São só fatos falados.

Num passado,no presente,
E segue no futuro.

Loucura é achar,
Que alguma louca ou louco,
Seguirá meu raciocínio insano.

Sozinho,
Somente só,
Tentando enlouquecer minha sombra,
Para que ela não me deixe.

Esse mundo de mesmices é engraçado,
É como um filme inédito,
Na sessão da tarde,
De uma lagoa azul.

Os normais dizem sentir saudades,
Os loucos se vestem de ausência,
E fingimos enxergar,
No que um rivotril ajudaria.

Poderia até continuar a escrever,
Mas tenho remédios a tomar,
E seguir minha doçura ou travessura,
Quem sabe me dopar,
E por fim,acreditar.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Aurora e Boreal



Eu que nunca vi a aurora boreal,
Porém,
Tenho plena convicção,
No meu encantamento especial.

Talvez,
Meus pensamentos estejam espaciais,
Por sonhar por alguém,
Que eu nunca vi.

Sabe-se em jornais,
A beleza da aurora.
E nos seus retratos,
Seus cabelos amarrados,
Pra mim são as mais belas floras.

Avalanches eu também não vi,
Mas você com raiva deve ser,
Só não tenho mais pavor,
Do que suas passadas mágoas.
Tenho mágoa de mágoas.

Entao.
Estou partindo pro Alasca,
Pra ver esse fenômeno da natureza,
E vou partir pra perto de você também,
Para os meus olhos terem  mais certeza.


Você me espera?
Até porque,
Te esperei por décadas.
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Seguir o vento.




Que horas são?
Hora de dormir,
Ao lado do,
Meu travesseiro.

Acordei
Então toquei,
No despertador,
Que estava ao meu lado.

Fiz meu café,
Coloquei na minha xícara amarela,
E distraído,
Derramei sobre ela,
E foi café em cima da cadeira velha.

Fui caminhar,
Leve chuva a me molhar,
E uma capa só pra te proteger,
Proteger minha mão gélida.
E você leitor,esperaria que fosse o que?

Eu poderia até fazer meus cabelos crescerem,
Ir pra janela,
Esperar pela minha Roméia,
Mesmo que isto sendo,
Uma péssima ideia.

Fiquei animado,
Pois chegou no correio,
Minha carta,
Escrita por mim, e entregue...
A mim.

Certo,admito.
Não recebo ligações,
Não recebo mensagens,
Não recebo declarações,
Nem uma arranhada canção.

Não tem nada demais.
Não tem nada de menos,
Não tem alguém,
Não tem,
E até tem,
Minha sombra,meu insistente sorriso, e um amém.









Lâmpadas queimadas.


Você alguma vez já ficou descrente,
E achando tudo uma verdadeira mentira?
Então você está como eu.

Tristeza de partir,
Desse ponto de ônibus.
Mas não creio mais na chegada do meu transporte,
E por que esperar o que não vai chegar?

A tristeza existe,
Ela aparece,
Mas não devemos fazer morada dela.

É como viajar,
Desaparecer,
Ir pra oura dimensão,
Silenciar.

E na hora da raiva,
Você profere duras palavras,
Tão duras quanto à vida,
A vida que não é sua e da sua amada.

E aí você vê fotos,momentos,
Os quais você não está inserido
Tão triste,
Como não ir ao parque,
Por estar de castigo.

Que seja!
O que foi dito, foi dito,
E nas entrelinhas de um adeus,
Eu posso dizer,
Vejo você em breve,
Aqui,
Ou no paraíso do seu...
céu.