quinta-feira, 16 de maio de 2013

A espera do trovador.



Estou aqui deitado,
Na rede da mesma cor que sonhei...
...em ser o vestido de noiva,
De alguém.

Contrariando a lógica,
Sou eu quem espero a princesa,
No seu cavalo branco,
Pronta pra me socorrer da inércia que seja.

Acredito, confio e sei
Que sou um tolo também,
Fazer o que?
Se o maluco resolveu escrever?!

Talvez se eu  voasse,
Morreria voando,
Sem lugar pra pousar,
Sem saber o que é amar.

Acho que não sou ninguém,
E sei que não chegou ninguém,
Não ficou ninguém,
E até a tristeza,
Que abraçou a esperança,
E foram embora também.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Tenho uma ideia pra mudar tua vida.





Cazuza foi feliz no que falou,
E segui no pensamento do cantor,
Um sonho, um único amor,
De uma vez por todas sem dor.

E eu vou te dar outra vida,
Aliás vou te dar duas vidas,
E quem sabe até três,
Quatro, cinco ou seis.

Te darei meu coração,
E mais um ou outros,
Que crescerão dentro de ti,
Todos batendo por você.

De pernas pro ar,
De ponta cabeça,
Tudo mudará,
Pra ficar de vez no lugar.

Muitos trazem carinho,
Outros incertezas,
Alguns alegria,
E eu te darei um filho.

Nosso,
E eu venho me preparando há séculos,
Milênios e décadas,
Pra se eu não estiver perto,
Uma parte de mim estará.

Eu necessito ficar acordado,
Pra ver nosso filho dormir,
E estar ao seu lado,
Enquanto eu existir.

Desculpe,
Não trouxe flores,
Pois teremos 9 meses,
Pra cultivar um jardim inteiro.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Amorosamente indisposto .



Estou distante,
Distante de tudo.
Restando-me o fingimento.

É com meus versos,
Que realmente me aproximo,
Do que realmente sinto.

Talvez hoje seja uma noite chuvosa,
Talvez faça sol de noite,
Talvez minhas lágrimas molhem o sol.

E se me perguntarem o porquê,
Receberão  meus risos,
E não mais do que isso.

Por mim todo dia seria segunda-feira,
E eu não sairia da cama,
Recebendo apenas visitas regulares,
Das linhas que compus.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Uma dança, uma música e nós.




Pegue na minha mão.
Enrosque seus dedos nos meus.
Não seja apenas mais uma,
E eu serei todo seu.

Começou a música,
Você me gira no salão,
Não seria a princesa guiada por um patrão?
Não.

É você que me guia,
Ensina, sussurra,
Ao som da sanfona,
Do seus passos e da zabumba .

Piso no seu pé,
Você morde meus lábios,
O suor vai aumentando,
Já me sinto em seus braços.

Acredito que sou um bom aprendiz...
Aprendiz de forró,
Iniciante no amor,
Embaixo do seu cobertor.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Corpo que fica,alma que sai.





Embora daqui.
Correr,para bem longe.
Não consigo mais disfarçar,
Crer, acreditar.

Minhas palavras antes controladas,
Saem como um devaneio,
Um retroperistaltismo desenfreado,
Mágoas levadas com o vento.

E esse mesmo vento,
Levou meu romantismo embora,
Minhas doces palavras,
Meu trovadorismo.

Ficou um projeto,
O projeto de homem,
De quase – casado,
De poeta enfadado.

Deus às vezes muda seus planos,
E é isso que eu espero.
Ao menos ele me leve logo,
Isso seria mais generoso pra mim.

 Dona Oliveira certa vez tentou me confortar,
Em vão, pois custa eu acreditar,
Que algum dia,
Minha vida romântica vai mudar.

Talvez ela se esqueça,
Que acha que conheceu tudo na vida,
Enganou-se novamente a audaciosa jovem.
Que sequer acredita no que ela mesma fala.

 Então,
Melhor partir.
A vida é boa de longe
Esperar mais pra que?

Externamente existo,
Internamente adeus,