Na época de Shakespeare,
Não existia forró,
Romeu se declarava pra Julieta,
Sem sanfona,sem zabumba,
Sem zuada besta.
Queria eu trocar uma noite de
forró,
Por uma de tango,
E que o forrozeiro,
Vá pra caixa bozó.
Calma amigo Uara,
É apenas um desabafo,
Talvez seja até incerto,
Mas não esquente a cabeça não,
Que vai dar tudo certo.
Serenatas apaixonadas,
Nunca teve um trio de sanfoneiro a
acompanhar,
E como acabaram as singelas declarações,
Só ficou os pobres trovadores a se
lamentar,
Como este que vos escreve.
E por falar em escrever,
O que dizer da letra?
Do "respeito" à figura feminina,
Muitas vezes desmerecida.
Ou então aquela boa e velha,
Dor de cotovelo,joelho e afins.
Até a boemia faz falta,
Os sambas de mesa,
As letras de Nelson,Herivelton , Ataulfo
Que deixavam o romantismo mais
astuto.
Um pouco desinteressante para
um homem,
Não ser um bom passista de forró,
Mas de qualquer forma,
Eu tenho dó,
Em você achar,
Que eu ficarei só.




