quinta-feira, 18 de junho de 2015

Por que, João? PARTE FINAL


E chegou o grande dia,
O dia do final feliz,
E quem vê hoje João,
Nem imagina.

João não casou,
João não teve seu Joãozinho,
E continuará pra sempre sozinho.
Feliz por que, João?

Porque ele amou,
Amou com todas as forças,
Com tudo que ele tinha,
Enfrentando a tudo e à todos.

João enfrentou ele mesmo,
Seus obstáculos, preceitos,
Tudo jogado na lata do lixo,
Em nome desse amor perfeito.

Ele sorri,
Lembra dos bons momentos,
Das suas lutas pra ter sua amada,
Da despedida que ele teve tão amarga.

Mas sei lá,
Por certo o orixá,
Fez ele enxergar,
Que isto de fato é amar.

João não se arrependeu de nada.
Encontra-se sentado nessa sala,
Ouvindo sua radiola,
Sentindo gosto de graviola.

Para ele,
Os homens são infelizes,
Pois jamais amarão,
Com a alma e o coração.

Agora ele poderá finalmente morrer,
Morrer feliz,
E quem sabe na eternidade,
Poder viver pela sua amada.

Em qualquer vida que ele tiver,
Estará gravado na sua existência,
Que a ama e sempre a amará,
Podem ter certeza.


Agora eu sei, João.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Silenciosamente imortal.



Não morreu.
Está mais forte,
mais terno,
mais sincero.

Curando as feridas,
Cicatrizando a alma,
Observando o vento  levar,
as lágrimas que farão a poeira baixar.

De uma certa forma,
ele perdeu a fala.
Perdeu endereços,
perdeu adereços.

Mas pelo  menos ele soltou a mão,
do ódio,
do desencanto,
do fim.

Ele vive!
O amor não morreu!
Apenas da sua amada,
se escondeu.

Justo e,

Isto é tudo.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

O mal que venceu o bem.

Um grito,
Que venceu um gemido de amor.
Arranhões,
Que dilaceraram uma parede firme de respeito.

Injúrias,
Que venceram a confiança,
Agressividade,
Que derrotou o carinho.

Brigas,
Que venceram as reconciliações,
Acusações,
Que derrotaram  a credibilidade.

Abandonos,
Que venceram os abraços,
Empurrões,
Que derrotaram beijos.

Pesadelos,
que venceram sonhos,
Ódio,
que venceu o amor.

Silêncio,
Que venceu a saudade,
Orgulho,
Que derrotou a união.

E então, luzes foram caladas,

por toda a escuridão.

sábado, 23 de maio de 2015

Conspirações universais


Meu pensamento é forte,
E vai ao longe,
Ao futuro,
ao definitivo,
À você.

Escolhi certa vez um caminho florido,
Com uma linda fauna e flora,
Mas ventos vieram,
Destruíram tudo e fui embora,
Na mesma hora.

Preferi já o deserto,
Com meu cantil de água cheio,
Achei que conseguiria,
Então veio uma tempestade de areia,
E errei feio.

Também preferi mares,
Rios e oceanos,
Com suas calmarias,
Que logo se transformaram em tsunamis,
Que me fizeram abandonar a travessia.

Insatisfeito com tudo,
Busquei o próprio inferno,
Achando que me contentaria com o que não tive,
Mas o diabo me expulsou,
Ou minha vontade de ficar sucumbiu e estornou.

O universo conspira,
E não importa por onde andarei,
Cedo ou tarde,
No mesmo lugar que estive,

Estarei.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Controle descontrolável


Em qualquer lugar,
Eu te quero,
Possuo-te,
e venero-te.

Minhas mãos,
rápidas, mágicas e sucintas,
percorrem toda tua pele,
que é minha.

Quando meu suor,
cola ao teu,
sinto-me impregnado,
por toda a tua alma.

Ver tu perderes a cabeça ,
faz-me esquecer a noção do tempo.
Deixa-me te invadir...
o ano inteiro?

Nasci pra explorar,
com minha boca, espírito,
cada centímetro do corpo teu,
Fazer-te chegar do nada,
ao apogeu.